Obama diz que vai intensificar ações na Síria, mas nega envio de tropas

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Presidente dos EUA falou sobre o Estado Islâmico e atentados em Paris. Ele está em Ancara, na Turquia, para conferência do G20.

O presidente dos Estados UnidosBarack Obama, disse nesta segunda-feira (16) que haverá uma intensificação da estratégia militar do país na Síria, mas que apesar dos apelos por uma intervenção terrestre no país contra o Estado Islâmico, esta ação seria um erro.

Obama falou sobre os ataques em Paris, que deixaram 129 mortos e mais de 350 feridos, durante uma conferência do G20 em Ancara, na Turquia.

"Haverá uma intensificação da estratégica que colocamos, mas a estratégia que colocamos é a estratégica que, em última análise, irá funcionar", disse Obama a repórteres durante entrevista coletiva no final da cúpula do G20.

A estratégia norte-americana não é sobre retomar territórios, e sim mudar as dinâmicas que deram poder a "estes tipos de grupos violentos e extremistas".

"Este não é um oponente militar tradicional", disse. "Podemos retomar territórios e, enquanto mantivermos nossas tropas lá, podemos mantê-los, mas isto não resolve o essencial problema de eliminar as dinâmicas que produzem estes tipos de grupos violentos e extremistas", disse.

"Não é a sofisticação deles ou o arsenal particular que possuem, mas é a ideologia que carregam e a vontade de morrer", acrescentou.

A coalizão liderada pelos EUA tem intensificado os ataques aéreos nos territórios do Estado Islâmico na Síria e no Iraque, tendo como alvo os líderes do grupo. Para Obama, entretanto, será preciso acabar com a guerra civil na Síria para recuperar territórios do Estado Islâmico.

O presidente americano também anunciou um reforço da troca de informações entre os serviços de inteligência de seu país e da França.

"Nós anunciamos hoje um novo acordo. Nós reforçamos as práticas através das quais compartilhamos as informações de inteligência e militares com a França", declarou Obama ao fim da cúpula do G20 na Turquia.